Vereadora Graça Amorim é a nova líder do prefeito Firmino Filho (PSDB) na Câmara Municipal de Teresina

Em: 17 de janeiro de 2017
Na Categoria: PMB Nos Estados

[Entrevista feita por João Magalhães e Ithyara Borges do Portal O Dia]

A vereadora Graça Amorim (PMB) é a nova líder do prefeito Firmino Filho (PSDB) na Câmara Municipal de Teresina. Ao O DIA, ela comentou os motivos que levaram ela de oposicionista do prefeito Firmino, a líder do gestor na Câmara. Segundo Graça Amorim, a posição de líder não vai minimizar sua cobranças ao prefeito e ainda negou que o vereador Edson Melo (PSDB) tivesse tentado atrapalhar sua indicação para liderança. Graça Amorim também explica o que fez sua votação cair de 9.400 votos em 2012 para 4.500 votos em 2016. A parlamentar ainda comentou como vai defender o ponto de vista do prefeito em assuntos polêmicos, como reajuste da passagem de ônibus e outras tarifas.

A senhora já foi oposicionista severa às gestões tucanas em Teresina. Quais motivos levaram a senhora a aceitar ser líder do prefeito Firmino Filho (PSDB) na Câmara?
Eu não fui oposicionista ferrenha. Na verdade, sou cobradora ferrenhas das ações que devem ser feitas para atender a comunidade. E todos os prefeitos conhecem a minha forma de ser vereadora. Em 2004, fui eleita vereadora junto com o prefeito Silvio Mendes que é tucano. Meu segundo mandato, em 2008, também foi com ele que é tucano. Quando ele saiu, ficou o Elmano que era do meu partido PTB, e lógico que eu ia concorrer as eleições de 2012 com meu partido PTB, como concorri. Fui eleita no palanque de oposição e me mantive até mudar de partido, que hoje eu sou do PMB – Partido da Mulher Brasileira. O prefeito Firmino me convidou pra andar nessas eleições de 2016 com ele, conversamos, ponderamos e caminhamos juntos. Na política tem as horas de estarmos com determinados partidos, mas não que eu vá deixar de fazer as cobranças. Como vereadora continuarei cobrando as ações para as comunidades nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, etc.

Vereadora, a senhora exerce agora o quarto mandato parlamentar e agora tem uma missão diferente. A liderança do prefeito na Câmara vai atrapalhar sua independência?
Quando o prefeito Firmino Filho me fez esse convite, eu conversei com ele e ponderei essa questão de eu não ser do PSDB, mas como ele me conhece justificou o convite. Fui eleita na coligação dele e não vi nenhuma estranheza ao receber o convite, porque conheço ele politicamente desde o meu primeiro mandato. Fomos secretários juntos no mandato do Silvio Mendes, ele na Saúde e eu na Assistência Social. As divergências políticas ocorrem no momento da eleição, até porque você tem que seguir a sua coligação. Agora, lhe digo que nunca tive uma postura de oposição de achincalhar, sempre foi cobrando ações para o município de Teresina. Agora, é claro que como líder do prefeito acho que vai é ajudar eu levar as demandas que a comunidade trouxer para o prefeito. Tudo dentro do orçamento, das possibilidades da Prefeitura tentar essas soluções junto com o prefeito. E dizer que Teresina elegeu Firmino para o quarto mandato, tenho certeza que isso só acontece quando se tem trabalho reconhecido. Eu vou continuar fazendo, pedindo, mas aqui na Câmara, como o prefeito me depositou essa confiança, vamos trabalhar no sentido de acompanhar as propostas e os projetos que ele apresentar, votar. Aquilo que for necessário fazer um aditamento, uma emenda, vamos conversar também com a população, e levar também ao prefeito as sugestões. Ser líder não significa dizer que é botar a mão na cabeça, é falar também. E o prefeito amadureceu muito como político, ele reconhece isso.

Comenta-se nos bastidores que o vereador Edson Melo não era favorável ao seu nome e que ele estaria inclusive espalhando boatos para desqualificar sua liderança. Esse fato realmente aconteceu?
Esse fato não aconteceu, digo com toda segurança. No período pós eleições, pelo mês de novembro, começamos a conversar sobre quem seria candidato a presidente da Câmara, principalmente entre os vereadores eleitos pela coligação do Firmino. E o Edson Melo foi um dos incentivadores do prefeito e inclusive sugeriu meu nome. Porquê embora eu tenha sido de oposição uma vez, nunca deixei de fazer a defesa de projetos que vinham inclusive da Prefeitura, quando era questionada a constitucionalidade, a legalidade dos projetos, eu conheço bem o regimento da Casa, a lei orgânica, e sempre pedia a aplicação dentro das normas. Não existe disputa, o povo é que gosta de colocar assim. O que aconteceu é que ainda em novembro, quando fui convidada, ponderei ao prefeito porque eu tenho outras atribuições, eu tenho outro emprego, dou expediente numa empresa. Estou lisonjeada por ser escolhida a líder nesta Casa, sei que é uma tarefa que requer muita dedicação, atenção, estar sempre nas sessões, audiências públicas, pra ouvir o que está sendo debatido e se for possível, levar e pedir a Prefeitura para fazer os encaminhamentos.

Apesar de pequena, a oposição ao prefeito é barulhenta. A senhora acha que terá dificuldades para exercer a função de líder do prefeito, como será o diálogo com os vereadores de oposição?
O diálogo sempre continua na Câmara. Mesmo com um grupo de oposição pequeno, a gente procura dialogar, mostrar que determinados projetos não podem gerar despesas ao executivo, temos nossas limitações como parlamentar. Agora essa questão de debater e criticar é natural, quando somos gestores e pessoas públicas, temos que saber receber as críticas e o que for bom aproveitar, aquelas crí- ticas que não são aproveitáveis a gente faz ouvido de mercador. Toda unanimidade é burra, porque quando todo mundo acha que tá tudo bom, com certeza não está. Com certeza continuará tendo problemas na área da educação, saúde, transporte, do lixo, e críticas acontecem.

Como defender o ponto de vista do executivo em temas como o aumento da passagem de ônibus, coleta de lixo, entre outros?
Nenhum prefeito, nem governador, nenhum gestor fica satisfeito quando tem a necessidade de aumentar qualquer tarifa, inclusive a passagem de ônibus no transporte coletivo. Acrescento que há mais de três anos que não há reajuste no preço da passagem. Enquanto isso, durante todo esse tempo, se teve reajuste do salário dos motoristas e cobradores, reajuste em todos os insumos, pneus, óleo diesel, e mesmo assim há três anos não tinha reajuste no preço da passagem. Todo mundo sabe que a situação econômica do país não é boa, inclusive eu não estou defendendo que a passagem deveria aumentar no patamar que aumentou, contudo, o prefeito fez uma compensação: não aumentou a passagem do estudante, porque assim também ajuda os pais. Agora, quando a Prefeitura conversa com o Governo do Estado para encontrarem uma medida de retirar os encargos por exemplo do óleo diesel para esse tipo de transporte, não encontra apoio. E quem paga é o trabalhador. O reajuste não foi pequeno, mas quem participou da elaboração da planilha para se chegar a esse valor? Todos os conselheiros, o Conselho de Transporte é composto por vários membros da sociedade governamental e não-governamental. Há nele pessoas que representam os usuários de transporte coletivo, o transporte eficiente, o sindicato dos cobradores, dos motoristas, dos próprios empresários, entre outros. Quando é feito essa planilha é colocada receitas e despesas para se chegar a esse valor. Lá na Strans foi aprovado por unanimidade, não houve discordância, nem dos representantes do usuários de transporte coletivo, no sentido de que a passagem ficasse em R$ 3,30 e que do estudante chegasse a R$ 1,40 e o prefeito Firmino não autorizou o reajuste da passagem dos estudantes. Temos vereadores que entendem que a passagem está cara, e é verdade, propõem projetos aqui para colocar em cheque outros vereadores que votam contra, querendo colocar mais gratuidades para outras categorias. Essas gratuidades são fictícias. Na prática não tem gratuidade, a conta vai para o trabalhador. Se querem fazer um debate para que se possa se levar a conclusão de que a passagem tá cara, tem que chamar todas essas categorias. Tem vereador que chia que está defendendo que o aumento da passagem está cara, mas tudo isso é levado para a planilha. Falam que a prefeitura poderia subsidiar, se a Prefeitura tiver esse dinheiro, pode ter certeza que ele vai sair da educação, saúde ou outra área. Esse dinheiro vai sair do bolso do trabalhador, não é do prefeito e nem de uma máquina pra fazer dinheiro.

Por: João Magalhães e Ithyara Borges

Fonte: Portal O Dia


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